Associação Profissional de Rafting torna-se realidade
Empresas de vários pontos do país unem-se para promover e regular modalidade
São sete as empresas que se juntaram, na tarde do dia 31 de Outubro, em Arouca, para formar a Associação Profissional de Rafting (APR). Este é o nascimento de um organismo que pretende abranger a pluralidade e a diversidade dos interesses da modalidade. Num sector turístico onde quase nada está “inventado”, a associação está preparada para um trabalho árduo e espera-se que, em breve, o número de associados aumente.
“Preencheu-se uma lacuna que existia no sector”, consideram as empresas fundadoras da APR. Esta é, de resto, “uma necessidade de há muito tempo, e já por várias vezes se tinha tentado criar a associação”. Gerado consenso entre as empresas Capitão Dureza (da Figueira da Foz), Clube do Paiva (de Arouca), Desafios Caramulo (do Caramulo), Fuga & Evasão (de Arouca), a Lusorafting (de Castelo de Paiva), a MTM-Team (Castro Daire) e a Turnauga (de Sever do Vouga), a associação pôde finalmente tornar-se real. Os seus fundadores consideram-na como “representativa do sector do rafting, pois é composta por sete das empresas mais importantes no panorama nacional”.
A APR tem como objectivo defender os interesses relativos à prática do rafting, competindo-lhe promover tudo quanto possa contribuir para o respectivo progresso técnico, económico, social ou cultural. Isto engloba aspectos tão variados como a formação de guias ou a regulamentação e normalização das regras do rafting. O principal beneficiário das acções futuras desta associação será sempre o cliente desta modalidade desportiva.
Na perspectiva das empresas envolvidas, APR tentará organizar a prática e exploração do rafting, pressionar os organismos responsáveis no sentido de ver legislada esta prática – tendo em conta as suas especificidades -, e, acima de tudo, ser uma voz representativa das várias entidades ligadas a este desporto de águas bravas.
Apostar no turismo Aventura
Sendo Portugal um país que aposta no turismo como sector de desenvolvimento económico das regiões, a APR considera urgente que se dê mais atenção ao rafting enquanto potenciador de turismo alternativo, já que existem no país condições que fazem as delícias dos apaixonados pela aventura rio abaixo.
“Há muito por fazer”, afirmam os dirigentes. “Quando a maior parte dos países europeus já não reúne requisitos para fazer rafting, nós estamos na época forte. Devemos captar a atenção dos adeptos internacionais; é um nicho de mercado interessante, que deve ser explorado, mas é preciso primeiro criar condições para tal”, explicam.
A APR tem sede em Arouca, concelho onde a prática do rafting atrai inúmeros adeptos e turistas todos os anos. Nesta região, aproveitam-se os rápidos do rio Paiva que, na opinião do representante da Desafios Caramulo, Pedro Vieira, “é o melhor rio para a desenvolver a modalidade, mas onde resta ainda muito por fazer. É preciso tornar o rio apetecível e rentável”.
Também neste âmbito a APR quer intervir, alertando para as necessidades de melhorias nos rios, “quer em relação ao Paiva, como noutros rios do país”.
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